a era da suspeita

Hoje não tem texto.
Não meu.

Estou em processo de reflexão. E – ao que parece – esse processo é lento.

“A crise na ordem das certezas marca a passagem da Era das Luzes para a era da suspeita. (…) Aí se vê o selo da nossa contemporaneidade: um olhar que já não absolutiza o cogito, porque o situa no interior de uma existência finita e vulnerável, mas sempre inquieta, interrogante.”
(Fenomenologia do Olhar, Alfredo Bosi)

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Picasso e Dali pintando um ovo, ilustração de David Vela

 

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Our Blessed Home, um cartoon de Tom Gauld

“Talvez não passe de sugestão. É somente o acaso que dispõe aquelas combinações de letras e palavras. Talvez não se trate nem de sinais: pode ser a batida de uma portinhola ou uma corrente de ar, ou um menino que faz repicar a bola ou alguém que martela uns pregos. (…) Só a sua sugestão sobrepõe palavras delirantes àqueles ribombos disformes.
Valeria igualmente imaginar que quando você bate com os nós dos dedos na parede, tamborilando ao acaso, qualquer pessoa, à escuta em algum canto do palácio, acredita ouvir palavras, frases.”
(Um Rei à Escuta, Ítalo Calvino)

É. Parece que é, de fato (se é que de fato de fato existe), processo de reflexão. E eu demoro. Sou muito lenta.

Nem sei como posso gostar tanto do Flash.

 

 


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